domingo, 22 de abril de 2012

E-learning na "Era Apple"






Fala galera, mais uma vez fiquei um longo tempo sem escrever aqui no blog e isso não é bom, mas, prefiro escrever algo quando realmente tenho inspiração e acho que vai agregar, do que escrever apenas para falar que postei alguma coisa.Bom, mas vamos lá: o tema de hoje é: o "E-learning na Era Apple". 


Antes de qualquer coisa, vamos fazer uma breve síntese do que é a chamada "Era Apple". Como o próprio nome diz, a era Apple é dominada pelas famosas e quase unânimes invenções do agora saudoso Steve Jobs, sim, aquele cara que nos deixou faz pouco tempo e que inventou equipamentos tão práticos que eram capazes de funcionar com apenas um botão, aquele botão que, particularmente, me salva, quando me encontro confuso ao utilizar o Ipad, por exemplo, e fico louco para retornar a página inicial. O que as invenções desse "louco/gênio" trouxe para humanidade? Em minha opinião, a palavra é simples: PRATICIDADE. Era nisso que ele pensava quando resolveu criar essas invenções, equipamentos simples, práticos, que estão ao alcance de qualquer um com simples toques em uma tela. Pois bem, se Steve pensou em praticidade ao criar, por que os criadores, provedores e desenvolvedores de soluções de EAD não seguem a mesma proposta quando o assunto é criar estratégias pedagógicas para tablets e mobiles, em geral?  É essa proposta que venho defender aqui hoje. A seguir, vou descrever algumas crenças que tenho criado, nesse pouco tempo que tenho tomado contato com as mídias do "Sr.Steve".





Tablets: Um grande aliado do EAD


Dentre as diversas criações da Apple, para mim, sem dúvida, a mais amigável para o "mundo EAD" é o Ipad e consequentemente todos os outros tablets concorrentes, como o Galaxy, da Samsung. Digo isso por que usuários de tablets, teoricamente, são pessoas que gostam de ler, jogar, pesquisar e navegar pela internet, requisitos básicos para um potencial aluno de educação a distância. 




Afinidade com Jogos


Os jogos podem ser ótimas ferramentas para a retenção do aprendizado, ainda mais em mídias tão receptivas para esse tipo de estratégia pedagógica/motivacional como Iphone/Ipad. Apesar do mercado de e-learning, em minha opinião, ainda estar "engatinhando" quando o assunto é jogos educacionais para mídias móveis, acredito fortemente que jogos práticos, intuitivos que tenham a intenção de reforçar conceitos do dia a dia podem se tornar um grande atrativo aos usuários que procuram uma solução mais dinâmica de aprendizado.




Suporte ao Desempenho


A forma como a Apple "abastece" os seus usuários através das suas lojas (Ibooks Store, AppStore) favorece o acesso e a organização das informações. Imagine um representante de vendas com todos os seus catálogos de produtos, ferramentas de argumentação e até simuladores demonstrativos que comprovam a eficácia das suas soluções, organizados no seu IPad a poucos toques na tela? Seria uma excelente estratégia de suporte ao desempenho na hora da venda, não? 


Ergonomia


A Ergonomia oferecida por um Tablet, por exemplo, é muito mais amigável e prática do que a oferecida por um notebook ou desktop. Com um tablet em mãos, as pessoas podem ter acesso a informação onde quer que seja, em um aeroporto, numa sala de espera, enfim, em qualquer lugar, sem que, para isso, tenham que esquentar os suas pernas com um notebook. O Tablet foi projetado para a leitura e para o jogo, componentes muito presentes em cursos EAD.




Gestão e acompanhamento


Esse é um ponto realmente que precisa ser aprimorado quando o assunto é o e-learning na "Era Apple", principalmente quando falamos em dispositivos móveis. Como a Apple possui um esquema de "lojas", publicar algo restrito para um grupo de pessoas, ou colaboradores de uma empresa, por exemplo, pode não ser uma tarefa tão fácil. Além disso, como fica a gestão de acessos e todas as outras ferramentas que o LMS fornece para o gestor de aprendizagem? Hoje, são poucos os sistemas de aprendizagem preparados para funcionar nesse tipo de mídia. Esse é um ponto, que, em minha opinião, precisa evoluir bastante.




O que um usuário "Apple Mobile" espera de um e-learning?


Para fechar, gostaria de deixar uma reflexão para quem pensa em desenvolver EAD para usuários de tablets. É preciso pensar no que essas pessoas esperam, antes de sair desenvolvendo um curso. Um grande erro, em minha opinião, é desenvolver um curso da maneira convencional, e apenas publicar na Ibooks Store esperando que ele se torne um sucesso. Um e-learning com botão de avançar e voltar com exercícios no final é algo um pouco clichê para uma ferramenta que oferece tantas oportunidades. A integração de vídeos com o texto é algo que me fascina, outro ponto são os infográficos, que podem trazer uma riqueza técnica excepcional em publicações para tablets. Jogos, sem dúvida são muito bem-vindos, até pelas características desses dispositivos. O que não podemos é "pensar em PC" e "publicar em IPad". É preciso trazer o conceito Apple de praticidade para as suas publicações.






Bom, acredito que o e-learning só tem a crescer com a Apple, principalmente no que diz respeito a dispositivos móveis e, para fechar esse post, gostaria de divulgar o primeiro Ibook - Curso de Admistração do Tempo -  produzido pela SOU Educação, do qual eu fiz parte do desenvolvimento colaborando com a produção do Storyboard. Acredito que ele ainda esteja disponível somente para aqueles que tenham conta da Apple com endereço americano, mas em breve estará disponível, também, para as contas "tupiniquins" e demais países. 




Por hoje é só.


Ideias, sugestões, críticas?


Podem comentar.




Abração!

domingo, 16 de outubro de 2011

Vamos expandir o uso de outras mídias no e-learning Corporativo!


Fala galera do DI,ou DE, como querem alguns, estive ausente por uns dias mas agora estou retornando com mais um post. Trata-se de uma discussão bastante comum no mundo do e-learning, ainda mais num contexto corporativo, que, em minha opinião, é "dominado" em demasia por conteúdos autoinstrucionais produzidos em flash com personagens, metáforas, um ou outro exercício e uma avaliação de múltipla escolha no final. Ufa! Se você é iniciante no ramo do Design Instrucional ou está começando no e-learning talvez não saiba que, a maioria das empresas resume o seu programa de e-learning a cursos em flash com as características que citei acima. Você pode estar se perguntando: o que há de mal nisso, se o curso for bem estruturado e de qualidade? Nada de errado, muito pelo contrário, se o curso cumprir o seu objetivo pedagógico, ótimo, a estratégia de aprendizagem cumpriu o seu papel. Mas, será que não podemos inovar? Utilizar outras mídias para auxiliar os colaboradores da nossa empresa a construir seu conhecimento? E as estratégias de compartilhamento e colaboração? Como ficam, se focarmos as nossas soluções apenas nos cursos em flash auto-instrucionais? Muitas perguntas, não? Pois bem, abaixo vou mostrar algumas sugestões que talvez influencie na sua leitura, mas quero deixar claro que essa é apenas a visão de um Design Educacional louco para inovar em suas soluções. Vamos lá:

Por que não usar vídeos?

Uma vídeo-aula pode ser muito bem-vinda, dependendo do contexto, inclusive, a utilização de um vídeo, com um profissional reconhecido pelos profissionais de uma determinada organização como referência em determinado conceito, pode ser muito eficiente. Se o tema for comportamental, então, as chances de identificação do aluno com aquela pessoal já reconhecida por ele dentro da organização, aumentam bastante, contribuindo, na minha opinião, para uma melhor absorção da mensagem que está sendo passada.


Por que não Desenhos animados?

Desenho animado como estratégia de treinamento em um contexto organizacional? Pode parecer infantil ao seu olhar, certo? Bom, tudo depende da forma como ele é construído. O bom humor e a informalidade está no sangue do brasileiro, ainda mais no público das gerações Y e Z que está cada vez mais presente nas corporações hoje em dia. A abordagem de determinados temas, especialmente os comportamentais, pode ser muito bem explorada em um desenho animado, com componentes de humor inteligente, que, com sua característica informal, pode trazer uma identificação muito interessante a esse público, que, consequentemente conseguirá incorporar a mensagem transmitida ao seu dia-dia. Já pensou em montar um desenho animado sobre o programa 5S? Ou até mesmo sobre Segurança da Informação? Pense nessa solução, tem muita empresa adotando essa estratégia e colhendo ótimos frutos.


Por que não um jogo?

Já falei de jogos aqui no blog e confesso que, por gostar muito de videogames, acabo defendendo esse método com um pouco de demasia aqui nesse espaço, mas o que quero mostrar aqui é como os jogos podem ser utilizados no contexto da aprendizagem organizacional. O ser humano, por si só, adora competir, a vida é uma competição e nada melhor que um jogo para mostrar quem é o melhor ou mais talentoso em determinada competência. Ai está a oportunidade de nós, produtores ou desenvolvedores de e-learning, utilizarmos esse componente a nosso favor. Quantos de vocês que estão lendo esse post joga ou já jogou algum jogo do Facebook ou qualquer outra rede social?  O intuito desses jogos é que você mostre ao seu amigo que você é melhor do que ele, Certo? Já imaginou se nesse jogo você tivesse que usar os seus conhecimentos do dia-a-dia no trabalho para ganhar pontos? Concorda comigo que você iria se motivar ainda mais para aprender sobre os assuntos para ser o campeão no jogo? Se você não concorda, pelo menos reflita sobre isso. Jogos colaborativos podem ser uma boa estratégia para aprendizagem organizacional.


Ipads, Iphones (Em homenagem a Steve Jobs)

Os Ipads e Iphones estão cada vez mais incorporados ao nosso dia-a-dia. A infinidade de aplicativos que estas duas "jóias" inventadas pelo nosso, agora saudoso, Steve Jobs, é infinita. Grande parte desses aplicativos é voltado para entretenimento e divertimento. Por que não utilizarmos essa tecnologia para o aprendizado? Já imaginaram a utilidade desses aplicativos para equipes de venda, por exemplo, que vivem em salas de espera em seus clientes por aí? É bom pensar na hipótese de usufruirmos dessa solução em favor do e-learning.


Bom, essas foram apenas algumas sugestões do que pode ser feito, o recado que quero passar aqui é que precisamos utilizar todas as mídias disponíveis, em favor do aprendizado. A tecnologia está aí para ser explorada e facilitar cada vez mais a comunicação e o compartilhamento de experiência entre os seres humanos. Vamos inovar e expandir nossas soluções de aprendizado para todas as mídias possíveis e imagináveis. Nem mesmo o bom e velho livro pode ser deixado de lado.


Reflita!

Até a próxima!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O e-learning é muito mais do que um curso bem produzido


Fala galera,

Estou aqui mais uma vez para escrever sobre essa área tão apaixonante que é a E-learning. Se batizei esse espaço de super herói do e-learning, não foi por acaso, pois nós, que trabalhamos nessa área, precisamos, sim, ter muitos poderes para alcançar o sucesso dos nossos projetos, sejamos nós fornecedores ou clientes. Pois bem, e é exatamente pensando na eficácia dos projetos de e-learning que quero utilizar esse espaço para fazer um alerta: O e-learning é muito mais do que um curso bem produzido!

Quando iniciei minha faculdade de tecnólogia em Processamento de Dados, lá em 2002 (lá se vão nove anos!!!), confesso que nunca tinha ouvido falar de e-learning, tão pouco tinha ideia de como era desenvolvido um projeto desta natureza. Aliás, tive o primeiro contato com esse tipo de tecnologia ao ver meu irmão, que trabalha em um banco, fazendo esses treinamentos em casa. Na minha cabeça, eu achava que tinha um webdesigner lá na área de TI do banco que montava esses cursos, disponibilizava em um site para os funcionários e isso era tudo. O tempo passou, conheci o e-learning através do meu projeto de graduação e após atuar na área por algum tempo comecei a descobrir um mercado amplo, com empresas especializadas em desenvolvimento de conteúdos online voltado para a educação, sistemas robustos, ferramentas de autoria  e uma gama de profissionais envolvidos para fazer essa "engrenagem" funcionar, seja no papel de fornecedor, seja no papel de cliente. Foi aí que comecei a perceber que eu, no papel de Design Educacional era apenas parte de uma equipe com profissionais dos mais variados segmentos de atuação, responsáveis pelo sucesso do e-learning nas organizações. 

Para alcançar o sucesso em sua iniciativa de e-learning, uma organização precisa muito mais do que um fornecedor competente, capaz de lhe fornecer conteúdos brilhantes, com animações rebuscadas e estratégias pedagógicas mirabolantes. É preciso ter uma estrutura, uma equipe preparada e um processo bem definido, alinhado a um projeto de Gestão Estratégica do Conhecimento, conforme citei no post anterior. Dependendo do contexto e da necessidade da organização, muitas vezes é preciso criar um departamento de e-learning. Isso mesmo, um departamento! Nesses seis anos que atuo na área já vi muitos projetos com potenciais sensacionais irem por água abaixo justamente por que as empresas não trataram o e-learning como prioritário e não se prepararam adequadamente para executar um projeto dessa envergadura, caindo na ilusão de que o seu fornecedor seria a solução para todos os seus problemas, como se ele fosse o gênio da lâmpada mágica que, além de lhe oferecer cursos maravilhosos e um sistema de gestão de aprendizagem eficaz, seria o único responsável por garantir a aderência do público, a satisfação do mesmo e, principalmente, o alinhamento de todo o projeto com a estratégia da organização. Experiências como estas, apenas comprovam que o e-learning é muito mais do que um curso bem produzido!

Se você é fornecedor, como eu, não se limite a ser um "entregador de cursos, sistemas ou serviços", atue como consultor e ajude o seu cliente a integrar o e-learning a sua estrategia. Se você atua na linha de frente da implantação de um projeto de e-learning, não deixe que o seu projeto represente apenas a disponibilização de bons cursos em um sistema com uma gestão eficiente. Procure integrar a estratégia do e-learning a um contexto maior, onde ela faça parte de todo o contexto de gestão de conhecimento na sua organização. É um trabalho árduo, que exige comprovar, muitas vezes em números (que é o que a chefia quer ver), algo intangível (o conhecimento). 


Até a próxima!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Do que o e-learning é capaz?

Fala galera!


Tentando incorporar o hábito de ler ao meu cotidiano de uma vez por todas, semana passada comecei a ler um livro que ganhei faz algum tempo (pra não dizer uns três anos), porém, até então, apenas os ácaros habitantes da gaveta do meu quarto estavam lendo. Estou falando de "Além do e-Learning", de Marc Rosenberg. Sinceramente? Nestes seis anos atuando na área já vi muitos caras que são "vendidos" como os "gurus" do e-learning (coisa de americano, não é mesmo?), alguns deles, inclusive, acompanhei em congressos por mais de uma vez e não vi nada demais naquilo que diziam, muitos, inclusive, falavam a mesma coisa por diversas vezes, apenas mudando a metáfora de sua palestra. Porém, conforme estou avançando na leitura das ideias de Rosenberg, venho percebido uma riqueza e clareza muito grande naquilo que ele pensava em meados de 2008 - época em que o livro foi lançado. Ainda estou no início da leitura, mas um tema explorado por ele nesse trecho inicial do livro me inspirou a trazer mais uma provocação para ser discutida e refletida por todos que acompanham esse espaço: " Do que o e-learning é capaz?". Essa é uma pergunta que pode trazer as mais variadas respostas e interpretações, daí a riqueza da discussão que quero propor. Pois bem, para nos ajudar a refletir sobre esse assunto, a seguir trarei um pouco do que Rosenberg diz e também o meu posicionamento sobre o tema.


Rosenberg defende o e-learning como uma ferramenta que vai muito além de uma forma de capacitar os colaboradores de uma organização. Trata-se de uma solução com potencial de interferir diretamente na estratégia da companhia. Mark conta que, geralmente, uma organização passa por três fases ao implantar o e-learning em seu negócio. São elas:

Fase 1: "Precisamos ter e-learning"
Na primeira fase as organizações simplesmente se convencem da necessidade de ter cursos online para oferecer para os seus funcionários e ponto final. Nessa fase, o e-learning se resume a isso. Na minha opinião, essa é uma etapa onde podem ocorrer muitos erros, pois, na sede de construir um amplo repositório de cursos online, as empresas podem acabar comprando "gato por lebre" e colocando a disposição de seus funcionários, cursos que, não necessariamente, contribuirão para a visão estratégica que a organização deseja alcançar.

Fase 2: "Devemos ter sucesso no e-learning"
Após passar pela primeira fase, as organizações passam a perceber a necessidade de avaliar se os cursos online oferecidos aos seus funcionários realmente estão atingindo o sucesso esperado. É nesse momento que a o indicador quantidade sai de cena, sendo substituído pelo indicador qualidade.Nessa fase as empresas passam a fazer um verdadeiro trabalho de investigação e experimentação, com o intuito de avaliar as melhores estratégias de cursos e programas de capacitaçao oferecidos via digital. Na minha opinião essa é uma fase muito rica, é a hora que as empresas realmente começam a se dar conta do valor agregado que o e-learning pode trazer ao seu negócio, porém, nessa fase, na maioria das vezes, as organizações ainda não se deram conta que o sucesso do e-learning representa muito mais do que um curso perfeitamente pedagógico, motivacional, interativo e desafiador.O e-learning transcende essas fronteiras!


Fase 3: "Devemos suportar o ensino no trabalho e a performance ao longo da organização"
A terceira fase descrita por Mark Rosenberg logo no início do livro representa o amadurecimento que todos nós, entusiastas do e-learning, esperamos que as organizações que trabalhamos - ou até mesmo atendemos no papel de fornecedor - alcance. É nessa etapa que as companhias se dão conta que o e-learning é muito mais do que uma ferramenta que disponibiliza objetos de aprendizagem online. Nesse momento, começa a "cair a ficha" de que as soluções de e-learning devem ser mais abrangentes, possibilitando e incentivando o compartilhamento de conhecimento, a colaboração e a melhoria contínua, tudo isso focado na visão estratégica da organização. Na minha modesta opinião, isso apenas comprova que o e-learning será muito mais eficaz se fizer parte de um projeto bem fundamentado de Gestão Estratégica do Conhecimento, onde, o principio básico é que todos na organização, principalmente o dono, acredite que o CONHECIMENTO é o seu principal insumo de transformação para alcançar a visão estratégica da sua organização.


Muito bem, o que acabo de trazer nesse post - e que também é comentado por Rosenberg logo no início do livro - é que na maioria esmagadora das vezes, nós do mercado de e-learning (digo "nós" por que me incluo totalmente nessa), despejamos todas as nossas energias tentando descobrir as melhores tecnologias de aprendizagem, uma nova ferramenta de autoria, uma maneira diferente de produzir um curso, ou um game interativo e acabamos deixando de lado a visão do todo, ou seja, a contribuição estratégica que aquilo que estamos produzindo trará de retorno para as organizações.  É importante deixar claro que esta é uma visão minha - totalmente favorável ao que Marc Rosenberg coloca no seu livro - sobre a capacidade do e-learning atuar de maneira estratégica na organização, o que não impede você que está lendo de continuar achando que o e-learning deve ser utilizado exclusivamente como ferramenta de disponibilização de cursos e conteúdos online. A ideia aqui é que você se pergunte: Do que o e-learning é capaz?

Reflita e comente!

Até a próxima!

domingo, 11 de setembro de 2011

A necessidade de compartilhar dos seres humanos!


Fala galera, hoje estou dando mais uma pausa nas "aventuras" da minha carreira como Design Educacional para levantar uma discussão sobre um tema que vem permeando minhas ideias ultimamente: "A necessidade de compartilhar do ser humano". O avalanche das redes sociais virtuais que começou em meados da década passada com o orkut, nos mostra como os seres humanos, principalmente das gerações mais recentes - já estamos na Geração Z (eu sou da Geração Y, acho que estou ficando velho) - tem a necessidade de compartilhar tudo o que está fazendo, os jargões:" Vou postar no face ou no twitter", fazem parte do dia-a-dia de muita gente. Pois é, mas o que esse assunto tem a ver com um blog de e-learning? Explico a seguir.

O compartilhamento de informações e experiências, na minha opinião, é uma das mais ricas formas de aprendizagem. Estar por dentro do que os amigos e companheiros estão fazendo, seja no ramo pessoal ou profissional faz com que o ser humano se aproprie de alguns conceitos e os incorpore ao seu cotidiano. Além disso, compartilhar aquilo que estamos fazendo, principalmente se for algo positivo, expõe um "desejo" até certo ponto aceitável que é o de "contar vantagem". Vamos aos jogos colaborativos das redes sociais: qual seria a graça de jogar Farm Ville ou Colheita Feliz se não pudessemos mostrar aos amigos que a nossa fazenda é a mais bonita e bem cuidada? Nenhuma, correto? Pois bem, essa necessidade de compartilhamento, aliada ao componente de competição, talvez possa representar uma grande estratégia de aprendizagem. Já imaginou se uma equipe de profissionais fosse desafiada constantemente a provar quem tem o melhor conhecimento em determinada técnica ou processo? Seria um grande alavancador na busca de conhecimento? Não acham?

Como isso funcionaria no contexto do e-learning? Não sei! Estou tentando organizar isso nas minhas ideias já tem um bom tempo. A minha pós-graduação em Gestão Estratégica do Conhecimento também abriu minha mente para esse desejo do ser humano em compartilhar informações com o intuito de construir conhecimento em cima dela. Tudo isso vem me convencendo que o e-learning pode tomar novos rumos e a questão colaborativa, cada vez mais tende a se tornar a principal forma de aprendizagem on-line, principalmente nas organizações. Cabe a nós, profissionais da área, botar os neurônios pra trabalhar e INOVAR com estratégias pedagógicas que proporcionem um compartilhamento sadio e saudável de conhecimentos que alavanquem o negócio das organizações.

Quem compartilhar com essa ideia, fique a vontade para comentar o post!

Até a próxima!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cinecoronariografia - Fase II - A Missão



Fala galera,

Voltando a saga pelas coronárias do nosso coração, posto aqui mais um capítulo dessa missão: " Desvendando a Cinecornoariografia". Essa, na minha visão, é uma das experiências mais ricas e desafiadoras da minha trajetória, uma vez que vestir a "carapuça" de um cardiologista não é uma tarefa fácil. Adquirir um poder como esse exige muitas horas de estudo e dedicação, como em qualquer outro ramo profissional, capacitar-se se faz necessário, mas, para quem resolve virar Design Educacional, a tarefa é ainda mais árdua, pois, a cada semana, a cada projeto, é preciso "virar a chave" e se preparar para absorver outro tipo de conteúdo, outra mentalidade e viver um outro universo. Imagine você se um engenheiro tivesse que, do dia para a noite, estudar a fundo a anatomia do nosso sistema cardiovascular, ou um médico tivesse que fazer contas e mais contas para projetar uma obra. Não seria algo fácil. Não é mesmo?

Pois bem, é nesse contexto que estou, estudando a fundo esse universo e adorando cada vez mais o assunto. Entender a cinecoronariografia é um dos maiores desafios deste projeto, que já teve uma das suas fases cumpridas quando preparei o curso sobre anatomia cardíaca. Mais familiarizado com esse conceito, agora, me sinto mais preparado para me debruçar sobre as imagens angiográficas e conseguir explicar, de uma vez por todas, quais ramos das nossas artérias estão sendo projetados nas mais variadas posições e perspectivas que um aparelho desse porte é capaz de nos fornecer.

Espero que os médicos do nosso sistema de saúde tenha estudado esse tema bem mais do que eu, pois não é um tema fácil!

Até a próxima!

domingo, 4 de setembro de 2011

Paradigmas do Design Educacional.

Fala pessoal!

Sem querer puxar a "sardinha" pro meu lado, considero que, de todos os heróis responsáveis por levar um aprendizado de qualidade por meios virtuais aos alunos, o Design Educacional é aquele que possui "poderes" e habilidades mais específicas. Os designers, ilustradores e programadores, membros que fazem parte de uma equipe de produção de cursos online, podem, perfeitamente prestar seus serviços para outros tipos de trabalho, como, produção de sites, sistemas, ou animações.  Pois bem, onde quero chegar com essa colocação? Estaria eu provocando meus amigos designers, ilustradores e programadores? Não, muito pelo contrário! Sem esses caras não há curso, não há nada! Abaixo, explico o por que comecei esse post com essa provocação. O que quero dizer nesse post é que o Designer Educacional é o único profissional dedicado exclusivamente ao "mundo do EAD". É ele o responsável por captar o conteúdo, entender a necessidade do cliente e transformá-la em uma estratégia pedagógica agradável e de fácil entendimento, que estimule o aprendizado dos alunos. Principalmente no contexto corporativo, onde o conteúdo auto-instrucional é utilizado em demasia (na minha opinião valeria a pena o uso de tutores e outras estratégias colaborativas em alguns casos, mas isso é assunto para um outro post), o Design Educacional precisa se desdobrar para não cair na "mesmice". Justamente por isso, quero dedicar esse post a você Designer Educacional.

Como criar criatividade
Na minha experiência de seis anos atuando na área já vi muita coisa legal, mas também muita coisa que deixou a desejar no quesito INOVAÇÃO. Inovar, sem dúvida é algo subjetivo, o que para mim é uma inovação, para você que está lendo esse post pode não ser. Para discorrer sobre este tema e ajudar você a refletir sobre o seu processo de produção de curso, quero levantar aqui alguns paradigmas do Design Educacional. Vamos a eles:

Até quando a metáfora pode ajudar em curso online?
O uso da metáfora deve ser feito com critério e adequado ao conceito que desejamos passar. Não basta utilizarmos uma metáfora qualquer, um contexto lúdico qualquer, sem que este esteja atrelado a uma estratégia pedagógica bem fundamentada. A metáfora deve dizer mais do que somente um cenário de fundo para "preencher o fundo branco", não é também, somente um ingrediente diferente que nos dará "insights" para produzirmos exercícios com roupagens lúdicas atrativas. Trata-se de algo que deve contribuir, com analogias inteligentes, para uma melhor absorção dos conceitos por parte do aluno, muitas vezes, nem é preciso cenário, apenas com textos, conseguimos fazer analogias que apresentam os conceitos de maneira super eficaz para quem está fazendo o curso. Portanto, vamos "metaforizar" com critério!

O que é Interação?

Interação, como o próprio nome diz, é a ação de interagir com algo, seja ele real ou virtual. No mundo do e-learning, existe uma exigência de que os conteúdos sejam INTERATIVOS e desafiadores, por uma série de fatores: para manter o interesse do aluno, para que ele não durma, para que ele não desista, e por aí vai. Por outro lado, uma proposta de interação deve ser bem estruturada e pensada, não é por que você propõe uma página com dez botões numerados, cada um trazendo uma pop=up com um monte de textos, que o aluno que fará o seu curso estará interagindo com o conteúdo. Na verdade, neste caso, ele estará somente trocando o velho botão avançar, por outros botões. Por isso, muito cuidado na hora de propor suas interações, use a imaginação, proponha um game interativo, algo que desafie o seu aluno a pensar e faça com que ele revisite o conteúdo estudado para fixar os conceitos.

Você conhece o seu público-alvo? Será?

O público-alvo é a peça fundamental do processo de educação online, é para ele que todos nós trabalhamos. Justamente por isso, ele é deve ser melhor explorado, no mundo corporativo - quem trabalha neste ramo pode concordar comigo - recebe-se, na maioria das vezes, algumas informações básicas do público, como: idade, preferências básicas, predominância masculina, ou feminina, e alguns outros poucos dados. Por experiência própria, recomendo que não caia neste erro, e procure quebrar este paradigma no seu processo produtivo. Se você receber somente essas informações, questione seu cliente, investigue, proponha entrevistas ou participações em treinamentos presenciais onde você tenha contato com o seu público. Isso vai lhe ajudar muito na hora de construir seu curso.

Pois bem, esses foram três paradigmas que eu mesmo levantei por conta de situações que vivenciei durante esses anos na área, mas se você tem outra experiência, ou até mesmo não concorda com os pontos que levantei, comente ai. O espaço é livre!

Até a próxima!