domingo, 16 de outubro de 2011

Vamos expandir o uso de outras mídias no e-learning Corporativo!


Fala galera do DI,ou DE, como querem alguns, estive ausente por uns dias mas agora estou retornando com mais um post. Trata-se de uma discussão bastante comum no mundo do e-learning, ainda mais num contexto corporativo, que, em minha opinião, é "dominado" em demasia por conteúdos autoinstrucionais produzidos em flash com personagens, metáforas, um ou outro exercício e uma avaliação de múltipla escolha no final. Ufa! Se você é iniciante no ramo do Design Instrucional ou está começando no e-learning talvez não saiba que, a maioria das empresas resume o seu programa de e-learning a cursos em flash com as características que citei acima. Você pode estar se perguntando: o que há de mal nisso, se o curso for bem estruturado e de qualidade? Nada de errado, muito pelo contrário, se o curso cumprir o seu objetivo pedagógico, ótimo, a estratégia de aprendizagem cumpriu o seu papel. Mas, será que não podemos inovar? Utilizar outras mídias para auxiliar os colaboradores da nossa empresa a construir seu conhecimento? E as estratégias de compartilhamento e colaboração? Como ficam, se focarmos as nossas soluções apenas nos cursos em flash auto-instrucionais? Muitas perguntas, não? Pois bem, abaixo vou mostrar algumas sugestões que talvez influencie na sua leitura, mas quero deixar claro que essa é apenas a visão de um Design Educacional louco para inovar em suas soluções. Vamos lá:

Por que não usar vídeos?

Uma vídeo-aula pode ser muito bem-vinda, dependendo do contexto, inclusive, a utilização de um vídeo, com um profissional reconhecido pelos profissionais de uma determinada organização como referência em determinado conceito, pode ser muito eficiente. Se o tema for comportamental, então, as chances de identificação do aluno com aquela pessoal já reconhecida por ele dentro da organização, aumentam bastante, contribuindo, na minha opinião, para uma melhor absorção da mensagem que está sendo passada.


Por que não Desenhos animados?

Desenho animado como estratégia de treinamento em um contexto organizacional? Pode parecer infantil ao seu olhar, certo? Bom, tudo depende da forma como ele é construído. O bom humor e a informalidade está no sangue do brasileiro, ainda mais no público das gerações Y e Z que está cada vez mais presente nas corporações hoje em dia. A abordagem de determinados temas, especialmente os comportamentais, pode ser muito bem explorada em um desenho animado, com componentes de humor inteligente, que, com sua característica informal, pode trazer uma identificação muito interessante a esse público, que, consequentemente conseguirá incorporar a mensagem transmitida ao seu dia-dia. Já pensou em montar um desenho animado sobre o programa 5S? Ou até mesmo sobre Segurança da Informação? Pense nessa solução, tem muita empresa adotando essa estratégia e colhendo ótimos frutos.


Por que não um jogo?

Já falei de jogos aqui no blog e confesso que, por gostar muito de videogames, acabo defendendo esse método com um pouco de demasia aqui nesse espaço, mas o que quero mostrar aqui é como os jogos podem ser utilizados no contexto da aprendizagem organizacional. O ser humano, por si só, adora competir, a vida é uma competição e nada melhor que um jogo para mostrar quem é o melhor ou mais talentoso em determinada competência. Ai está a oportunidade de nós, produtores ou desenvolvedores de e-learning, utilizarmos esse componente a nosso favor. Quantos de vocês que estão lendo esse post joga ou já jogou algum jogo do Facebook ou qualquer outra rede social?  O intuito desses jogos é que você mostre ao seu amigo que você é melhor do que ele, Certo? Já imaginou se nesse jogo você tivesse que usar os seus conhecimentos do dia-a-dia no trabalho para ganhar pontos? Concorda comigo que você iria se motivar ainda mais para aprender sobre os assuntos para ser o campeão no jogo? Se você não concorda, pelo menos reflita sobre isso. Jogos colaborativos podem ser uma boa estratégia para aprendizagem organizacional.


Ipads, Iphones (Em homenagem a Steve Jobs)

Os Ipads e Iphones estão cada vez mais incorporados ao nosso dia-a-dia. A infinidade de aplicativos que estas duas "jóias" inventadas pelo nosso, agora saudoso, Steve Jobs, é infinita. Grande parte desses aplicativos é voltado para entretenimento e divertimento. Por que não utilizarmos essa tecnologia para o aprendizado? Já imaginaram a utilidade desses aplicativos para equipes de venda, por exemplo, que vivem em salas de espera em seus clientes por aí? É bom pensar na hipótese de usufruirmos dessa solução em favor do e-learning.


Bom, essas foram apenas algumas sugestões do que pode ser feito, o recado que quero passar aqui é que precisamos utilizar todas as mídias disponíveis, em favor do aprendizado. A tecnologia está aí para ser explorada e facilitar cada vez mais a comunicação e o compartilhamento de experiência entre os seres humanos. Vamos inovar e expandir nossas soluções de aprendizado para todas as mídias possíveis e imagináveis. Nem mesmo o bom e velho livro pode ser deixado de lado.


Reflita!

Até a próxima!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O e-learning é muito mais do que um curso bem produzido


Fala galera,

Estou aqui mais uma vez para escrever sobre essa área tão apaixonante que é a E-learning. Se batizei esse espaço de super herói do e-learning, não foi por acaso, pois nós, que trabalhamos nessa área, precisamos, sim, ter muitos poderes para alcançar o sucesso dos nossos projetos, sejamos nós fornecedores ou clientes. Pois bem, e é exatamente pensando na eficácia dos projetos de e-learning que quero utilizar esse espaço para fazer um alerta: O e-learning é muito mais do que um curso bem produzido!

Quando iniciei minha faculdade de tecnólogia em Processamento de Dados, lá em 2002 (lá se vão nove anos!!!), confesso que nunca tinha ouvido falar de e-learning, tão pouco tinha ideia de como era desenvolvido um projeto desta natureza. Aliás, tive o primeiro contato com esse tipo de tecnologia ao ver meu irmão, que trabalha em um banco, fazendo esses treinamentos em casa. Na minha cabeça, eu achava que tinha um webdesigner lá na área de TI do banco que montava esses cursos, disponibilizava em um site para os funcionários e isso era tudo. O tempo passou, conheci o e-learning através do meu projeto de graduação e após atuar na área por algum tempo comecei a descobrir um mercado amplo, com empresas especializadas em desenvolvimento de conteúdos online voltado para a educação, sistemas robustos, ferramentas de autoria  e uma gama de profissionais envolvidos para fazer essa "engrenagem" funcionar, seja no papel de fornecedor, seja no papel de cliente. Foi aí que comecei a perceber que eu, no papel de Design Educacional era apenas parte de uma equipe com profissionais dos mais variados segmentos de atuação, responsáveis pelo sucesso do e-learning nas organizações. 

Para alcançar o sucesso em sua iniciativa de e-learning, uma organização precisa muito mais do que um fornecedor competente, capaz de lhe fornecer conteúdos brilhantes, com animações rebuscadas e estratégias pedagógicas mirabolantes. É preciso ter uma estrutura, uma equipe preparada e um processo bem definido, alinhado a um projeto de Gestão Estratégica do Conhecimento, conforme citei no post anterior. Dependendo do contexto e da necessidade da organização, muitas vezes é preciso criar um departamento de e-learning. Isso mesmo, um departamento! Nesses seis anos que atuo na área já vi muitos projetos com potenciais sensacionais irem por água abaixo justamente por que as empresas não trataram o e-learning como prioritário e não se prepararam adequadamente para executar um projeto dessa envergadura, caindo na ilusão de que o seu fornecedor seria a solução para todos os seus problemas, como se ele fosse o gênio da lâmpada mágica que, além de lhe oferecer cursos maravilhosos e um sistema de gestão de aprendizagem eficaz, seria o único responsável por garantir a aderência do público, a satisfação do mesmo e, principalmente, o alinhamento de todo o projeto com a estratégia da organização. Experiências como estas, apenas comprovam que o e-learning é muito mais do que um curso bem produzido!

Se você é fornecedor, como eu, não se limite a ser um "entregador de cursos, sistemas ou serviços", atue como consultor e ajude o seu cliente a integrar o e-learning a sua estrategia. Se você atua na linha de frente da implantação de um projeto de e-learning, não deixe que o seu projeto represente apenas a disponibilização de bons cursos em um sistema com uma gestão eficiente. Procure integrar a estratégia do e-learning a um contexto maior, onde ela faça parte de todo o contexto de gestão de conhecimento na sua organização. É um trabalho árduo, que exige comprovar, muitas vezes em números (que é o que a chefia quer ver), algo intangível (o conhecimento). 


Até a próxima!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Do que o e-learning é capaz?

Fala galera!


Tentando incorporar o hábito de ler ao meu cotidiano de uma vez por todas, semana passada comecei a ler um livro que ganhei faz algum tempo (pra não dizer uns três anos), porém, até então, apenas os ácaros habitantes da gaveta do meu quarto estavam lendo. Estou falando de "Além do e-Learning", de Marc Rosenberg. Sinceramente? Nestes seis anos atuando na área já vi muitos caras que são "vendidos" como os "gurus" do e-learning (coisa de americano, não é mesmo?), alguns deles, inclusive, acompanhei em congressos por mais de uma vez e não vi nada demais naquilo que diziam, muitos, inclusive, falavam a mesma coisa por diversas vezes, apenas mudando a metáfora de sua palestra. Porém, conforme estou avançando na leitura das ideias de Rosenberg, venho percebido uma riqueza e clareza muito grande naquilo que ele pensava em meados de 2008 - época em que o livro foi lançado. Ainda estou no início da leitura, mas um tema explorado por ele nesse trecho inicial do livro me inspirou a trazer mais uma provocação para ser discutida e refletida por todos que acompanham esse espaço: " Do que o e-learning é capaz?". Essa é uma pergunta que pode trazer as mais variadas respostas e interpretações, daí a riqueza da discussão que quero propor. Pois bem, para nos ajudar a refletir sobre esse assunto, a seguir trarei um pouco do que Rosenberg diz e também o meu posicionamento sobre o tema.


Rosenberg defende o e-learning como uma ferramenta que vai muito além de uma forma de capacitar os colaboradores de uma organização. Trata-se de uma solução com potencial de interferir diretamente na estratégia da companhia. Mark conta que, geralmente, uma organização passa por três fases ao implantar o e-learning em seu negócio. São elas:

Fase 1: "Precisamos ter e-learning"
Na primeira fase as organizações simplesmente se convencem da necessidade de ter cursos online para oferecer para os seus funcionários e ponto final. Nessa fase, o e-learning se resume a isso. Na minha opinião, essa é uma etapa onde podem ocorrer muitos erros, pois, na sede de construir um amplo repositório de cursos online, as empresas podem acabar comprando "gato por lebre" e colocando a disposição de seus funcionários, cursos que, não necessariamente, contribuirão para a visão estratégica que a organização deseja alcançar.

Fase 2: "Devemos ter sucesso no e-learning"
Após passar pela primeira fase, as organizações passam a perceber a necessidade de avaliar se os cursos online oferecidos aos seus funcionários realmente estão atingindo o sucesso esperado. É nesse momento que a o indicador quantidade sai de cena, sendo substituído pelo indicador qualidade.Nessa fase as empresas passam a fazer um verdadeiro trabalho de investigação e experimentação, com o intuito de avaliar as melhores estratégias de cursos e programas de capacitaçao oferecidos via digital. Na minha opinião essa é uma fase muito rica, é a hora que as empresas realmente começam a se dar conta do valor agregado que o e-learning pode trazer ao seu negócio, porém, nessa fase, na maioria das vezes, as organizações ainda não se deram conta que o sucesso do e-learning representa muito mais do que um curso perfeitamente pedagógico, motivacional, interativo e desafiador.O e-learning transcende essas fronteiras!


Fase 3: "Devemos suportar o ensino no trabalho e a performance ao longo da organização"
A terceira fase descrita por Mark Rosenberg logo no início do livro representa o amadurecimento que todos nós, entusiastas do e-learning, esperamos que as organizações que trabalhamos - ou até mesmo atendemos no papel de fornecedor - alcance. É nessa etapa que as companhias se dão conta que o e-learning é muito mais do que uma ferramenta que disponibiliza objetos de aprendizagem online. Nesse momento, começa a "cair a ficha" de que as soluções de e-learning devem ser mais abrangentes, possibilitando e incentivando o compartilhamento de conhecimento, a colaboração e a melhoria contínua, tudo isso focado na visão estratégica da organização. Na minha modesta opinião, isso apenas comprova que o e-learning será muito mais eficaz se fizer parte de um projeto bem fundamentado de Gestão Estratégica do Conhecimento, onde, o principio básico é que todos na organização, principalmente o dono, acredite que o CONHECIMENTO é o seu principal insumo de transformação para alcançar a visão estratégica da sua organização.


Muito bem, o que acabo de trazer nesse post - e que também é comentado por Rosenberg logo no início do livro - é que na maioria esmagadora das vezes, nós do mercado de e-learning (digo "nós" por que me incluo totalmente nessa), despejamos todas as nossas energias tentando descobrir as melhores tecnologias de aprendizagem, uma nova ferramenta de autoria, uma maneira diferente de produzir um curso, ou um game interativo e acabamos deixando de lado a visão do todo, ou seja, a contribuição estratégica que aquilo que estamos produzindo trará de retorno para as organizações.  É importante deixar claro que esta é uma visão minha - totalmente favorável ao que Marc Rosenberg coloca no seu livro - sobre a capacidade do e-learning atuar de maneira estratégica na organização, o que não impede você que está lendo de continuar achando que o e-learning deve ser utilizado exclusivamente como ferramenta de disponibilização de cursos e conteúdos online. A ideia aqui é que você se pergunte: Do que o e-learning é capaz?

Reflita e comente!

Até a próxima!

domingo, 11 de setembro de 2011

A necessidade de compartilhar dos seres humanos!


Fala galera, hoje estou dando mais uma pausa nas "aventuras" da minha carreira como Design Educacional para levantar uma discussão sobre um tema que vem permeando minhas ideias ultimamente: "A necessidade de compartilhar do ser humano". O avalanche das redes sociais virtuais que começou em meados da década passada com o orkut, nos mostra como os seres humanos, principalmente das gerações mais recentes - já estamos na Geração Z (eu sou da Geração Y, acho que estou ficando velho) - tem a necessidade de compartilhar tudo o que está fazendo, os jargões:" Vou postar no face ou no twitter", fazem parte do dia-a-dia de muita gente. Pois é, mas o que esse assunto tem a ver com um blog de e-learning? Explico a seguir.

O compartilhamento de informações e experiências, na minha opinião, é uma das mais ricas formas de aprendizagem. Estar por dentro do que os amigos e companheiros estão fazendo, seja no ramo pessoal ou profissional faz com que o ser humano se aproprie de alguns conceitos e os incorpore ao seu cotidiano. Além disso, compartilhar aquilo que estamos fazendo, principalmente se for algo positivo, expõe um "desejo" até certo ponto aceitável que é o de "contar vantagem". Vamos aos jogos colaborativos das redes sociais: qual seria a graça de jogar Farm Ville ou Colheita Feliz se não pudessemos mostrar aos amigos que a nossa fazenda é a mais bonita e bem cuidada? Nenhuma, correto? Pois bem, essa necessidade de compartilhamento, aliada ao componente de competição, talvez possa representar uma grande estratégia de aprendizagem. Já imaginou se uma equipe de profissionais fosse desafiada constantemente a provar quem tem o melhor conhecimento em determinada técnica ou processo? Seria um grande alavancador na busca de conhecimento? Não acham?

Como isso funcionaria no contexto do e-learning? Não sei! Estou tentando organizar isso nas minhas ideias já tem um bom tempo. A minha pós-graduação em Gestão Estratégica do Conhecimento também abriu minha mente para esse desejo do ser humano em compartilhar informações com o intuito de construir conhecimento em cima dela. Tudo isso vem me convencendo que o e-learning pode tomar novos rumos e a questão colaborativa, cada vez mais tende a se tornar a principal forma de aprendizagem on-line, principalmente nas organizações. Cabe a nós, profissionais da área, botar os neurônios pra trabalhar e INOVAR com estratégias pedagógicas que proporcionem um compartilhamento sadio e saudável de conhecimentos que alavanquem o negócio das organizações.

Quem compartilhar com essa ideia, fique a vontade para comentar o post!

Até a próxima!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cinecoronariografia - Fase II - A Missão



Fala galera,

Voltando a saga pelas coronárias do nosso coração, posto aqui mais um capítulo dessa missão: " Desvendando a Cinecornoariografia". Essa, na minha visão, é uma das experiências mais ricas e desafiadoras da minha trajetória, uma vez que vestir a "carapuça" de um cardiologista não é uma tarefa fácil. Adquirir um poder como esse exige muitas horas de estudo e dedicação, como em qualquer outro ramo profissional, capacitar-se se faz necessário, mas, para quem resolve virar Design Educacional, a tarefa é ainda mais árdua, pois, a cada semana, a cada projeto, é preciso "virar a chave" e se preparar para absorver outro tipo de conteúdo, outra mentalidade e viver um outro universo. Imagine você se um engenheiro tivesse que, do dia para a noite, estudar a fundo a anatomia do nosso sistema cardiovascular, ou um médico tivesse que fazer contas e mais contas para projetar uma obra. Não seria algo fácil. Não é mesmo?

Pois bem, é nesse contexto que estou, estudando a fundo esse universo e adorando cada vez mais o assunto. Entender a cinecoronariografia é um dos maiores desafios deste projeto, que já teve uma das suas fases cumpridas quando preparei o curso sobre anatomia cardíaca. Mais familiarizado com esse conceito, agora, me sinto mais preparado para me debruçar sobre as imagens angiográficas e conseguir explicar, de uma vez por todas, quais ramos das nossas artérias estão sendo projetados nas mais variadas posições e perspectivas que um aparelho desse porte é capaz de nos fornecer.

Espero que os médicos do nosso sistema de saúde tenha estudado esse tema bem mais do que eu, pois não é um tema fácil!

Até a próxima!

domingo, 4 de setembro de 2011

Paradigmas do Design Educacional.

Fala pessoal!

Sem querer puxar a "sardinha" pro meu lado, considero que, de todos os heróis responsáveis por levar um aprendizado de qualidade por meios virtuais aos alunos, o Design Educacional é aquele que possui "poderes" e habilidades mais específicas. Os designers, ilustradores e programadores, membros que fazem parte de uma equipe de produção de cursos online, podem, perfeitamente prestar seus serviços para outros tipos de trabalho, como, produção de sites, sistemas, ou animações.  Pois bem, onde quero chegar com essa colocação? Estaria eu provocando meus amigos designers, ilustradores e programadores? Não, muito pelo contrário! Sem esses caras não há curso, não há nada! Abaixo, explico o por que comecei esse post com essa provocação. O que quero dizer nesse post é que o Designer Educacional é o único profissional dedicado exclusivamente ao "mundo do EAD". É ele o responsável por captar o conteúdo, entender a necessidade do cliente e transformá-la em uma estratégia pedagógica agradável e de fácil entendimento, que estimule o aprendizado dos alunos. Principalmente no contexto corporativo, onde o conteúdo auto-instrucional é utilizado em demasia (na minha opinião valeria a pena o uso de tutores e outras estratégias colaborativas em alguns casos, mas isso é assunto para um outro post), o Design Educacional precisa se desdobrar para não cair na "mesmice". Justamente por isso, quero dedicar esse post a você Designer Educacional.

Como criar criatividade
Na minha experiência de seis anos atuando na área já vi muita coisa legal, mas também muita coisa que deixou a desejar no quesito INOVAÇÃO. Inovar, sem dúvida é algo subjetivo, o que para mim é uma inovação, para você que está lendo esse post pode não ser. Para discorrer sobre este tema e ajudar você a refletir sobre o seu processo de produção de curso, quero levantar aqui alguns paradigmas do Design Educacional. Vamos a eles:

Até quando a metáfora pode ajudar em curso online?
O uso da metáfora deve ser feito com critério e adequado ao conceito que desejamos passar. Não basta utilizarmos uma metáfora qualquer, um contexto lúdico qualquer, sem que este esteja atrelado a uma estratégia pedagógica bem fundamentada. A metáfora deve dizer mais do que somente um cenário de fundo para "preencher o fundo branco", não é também, somente um ingrediente diferente que nos dará "insights" para produzirmos exercícios com roupagens lúdicas atrativas. Trata-se de algo que deve contribuir, com analogias inteligentes, para uma melhor absorção dos conceitos por parte do aluno, muitas vezes, nem é preciso cenário, apenas com textos, conseguimos fazer analogias que apresentam os conceitos de maneira super eficaz para quem está fazendo o curso. Portanto, vamos "metaforizar" com critério!

O que é Interação?

Interação, como o próprio nome diz, é a ação de interagir com algo, seja ele real ou virtual. No mundo do e-learning, existe uma exigência de que os conteúdos sejam INTERATIVOS e desafiadores, por uma série de fatores: para manter o interesse do aluno, para que ele não durma, para que ele não desista, e por aí vai. Por outro lado, uma proposta de interação deve ser bem estruturada e pensada, não é por que você propõe uma página com dez botões numerados, cada um trazendo uma pop=up com um monte de textos, que o aluno que fará o seu curso estará interagindo com o conteúdo. Na verdade, neste caso, ele estará somente trocando o velho botão avançar, por outros botões. Por isso, muito cuidado na hora de propor suas interações, use a imaginação, proponha um game interativo, algo que desafie o seu aluno a pensar e faça com que ele revisite o conteúdo estudado para fixar os conceitos.

Você conhece o seu público-alvo? Será?

O público-alvo é a peça fundamental do processo de educação online, é para ele que todos nós trabalhamos. Justamente por isso, ele é deve ser melhor explorado, no mundo corporativo - quem trabalha neste ramo pode concordar comigo - recebe-se, na maioria das vezes, algumas informações básicas do público, como: idade, preferências básicas, predominância masculina, ou feminina, e alguns outros poucos dados. Por experiência própria, recomendo que não caia neste erro, e procure quebrar este paradigma no seu processo produtivo. Se você receber somente essas informações, questione seu cliente, investigue, proponha entrevistas ou participações em treinamentos presenciais onde você tenha contato com o seu público. Isso vai lhe ajudar muito na hora de construir seu curso.

Pois bem, esses foram três paradigmas que eu mesmo levantei por conta de situações que vivenciei durante esses anos na área, mas se você tem outra experiência, ou até mesmo não concorda com os pontos que levantei, comente ai. O espaço é livre!

Até a próxima!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Ajude a reiventar o e-learning corporativo!

Ei, você que é aluno de cursos online, não por opção, mas por imposição - como ocorre em boa parte das organizações por aí - e está cansado dos modelos de cursos cheio de textos e com pouca interatividade. Preciso da sua ajuda! Como design educacional, tenho o dever de aprimorar e inovar cada vez mais as soluções de aprendizagem online com o intuito de evitar desistências, desmotivação e falta de estímulo daqueles que irão aprender com os objetos de aprendizagem criados por mim. Muito bem, vivo pensando em diversas ideias - algumas mais evoluídas, outras ainda nem tanto - mas nada melhor do que ouvir quem realmente importa: o aluno! 

Pois bem, apesar de ainda não ter um grande número de leitores e seguidores, o blog super herói do e-learning convida os visitantes desse espaço a opinar sobre o que sentiram mais falta nos cursos online que tiveram oportunidade de participar até então. O espaço é livre, basta deixar o seu depoimento comentando esta nota. A ideia é reunir insumos para montar soluções cada vez mais adequadas ao que os alunos realmente esperam, até porque, quem é profissional da área, principalmente aqueles que atendem o mercado corporativo, como eu, dificilmente tem oportunidade de saber a opinião daqueles que fazem o curso como aluno, pois, na imensa maioria das vezes, ficamos limitados a conhecer o feedback somente das equipes de treinamento das empresas, que geralmente são aqueles que nos contratam.

Façam seus comentários e ajudem a reinventar o e-learning nas suas empresas. Tenho muitas ideias que podem ser transformadas em inovações, mas não vou sugerí-las como opção de escolha, justamente para não limitar a opinião de vocês.

Fiquem a vontade para comentar. O espaço é livre!

Obrigado pela ajuda!

Voltando a ativa!

Fala galera!

Depois de algum (muito) tempo de ausência resolvi retomar as minhas atividades no blog. Até por conta do volume de "missões" que estou tendo que enfrentar nos últimos dias, acabei não conseguindo passar por aqui. Talvez eu precise do poder de "multiplicar as horas do dia", mas, enfim, como costumo dizer sempre, a desculpa de "não ter tempo" é sempre utilizada pelos fracos.

Bom, nesse período de ausência tenho enfrentado muitas missões, a maioria delas na área médica. Desbravar o corpo humano, principalmente o órgão mais importante, o coração, tem sido uma tarefa um tanto quanto divertida e bastante desafiadora. Vocês não imaginam a quantidade de artérias, vasos, e "microvasos" que circulam e levam sangue bombeado pelo coração. O que é mais curioso ainda é que o próprio coração possui artérias ainda menores responsáveis pela sua irrigação. Pois é gente, foram essas as artérias que tive que estudar na missão que acabei de concluir. Utilizando o poder do "médico auto-didata", resolvi me aprofundar nesse assunto e gostei bastante. Foram dias vendo imagens do coração de tudo quanto é ângulo, formato e perspectiva para poder entender a função e posicionamento de cada artéria responsável por irrigá-lo. Confesso que foi mais uma das experiências fantásticas desse super trabalho que é o Design Educacional.

Pois é, mas as aventuras ainda não acabaram, a próxima missão no ramo da cardiologia ainda é mais difícil.

Logo mais conto aqui!

Até mais!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Novos poderes!

Fala galera, sei que todos vocês estão esperando os novos capítulos das aventuras do e-learning nas quais estou envolvido, mas antes de continuar a saga, quero compartilhar com vocês a aquisição de um novo super poder. Ontem apresentei meu projeto de pós-graduação em Gestão Estratégica do Conhecimento e da Inovação. A apresentação foi um sucesso e eu já posso me considerar um herói pós-graduado, o que me rende um upgrade imenso de habilidades para encarar as próximas missões.
Agradeço a todos pelo apoio.
E que venham novas missões.
Abraços,

segunda-feira, 20 de junho de 2011

100 visitas!

Aeee pessoal, na primeira semana de vida o blog já alcançou 100 visitas. Tudo bem que muitas delas foram minhas, fazendo testes....mas, já é um começo...rs

Essa semana estou preparando mais um post sobre as aventuras da liga da justiça do e-learning!

Até mais!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Aventura da semana: "Desvendando a Angioplastia - Fase 1: A Missão!"

Fala, galera!

A primeira aventura que vou postar aqui no Super Herói do E-learning é muito desafiadora. Tudo começou quando estava na "sala de justiça" em Santo André, junto com os outros componentes da minha equipe, quando de repente recebemos o chamado de um cliente em apuros, precisando passar, com detalhes, conhecimentos muito complexos sobre Angioplastia e exames relacionados a esse assunto, para sua equipe de representantes. Além disso, ele também precisava que todos conseguissem destacar as características e os benefícios da aplicação dos seus produtos nesse ramo de atividade tão delicado. Logo percebi que essa missão ia requerer um dos poderes mais complexos de serem aplicados, era hora do super herói aqui "vestir" um jaleco de médico, absorver todo esse conhecimento e propor uma estratégia infalível de absorção de conhecimento para esses clientes.

A missão começou com o reconhecimento do problema, um dia inteiro de coleta de materiais e informações valiosas que serão fundamentais para a criação das soluções, costumo dizer que essa é uma das etapas mais imprescindíveis da missão de um Super Designer Educacional: Captar as mensagens!!! Pois bem, o dia terminou e a operação foi considerada um sucesso, agora, volto pra "sala de justiça" e começo a batalha para construção do roteiro, porém, alguns vilões já estão de olho e começaram a atacar, o monstro dos prazos é o um dos adversários mais agressivos, atuando com o poder de fazer o tempo passar cada vez mais rápido já está atormentando a minha vida. Outro adversário extremamente perigoso é o senhor Multiprojetos, com o poder de multiplicar as atividades, ele está aterrorizando não só a mim, mas também a equipe toda da nossa liga da justiça.
A missão está só no começo, muita coisa tem pra acontecer, mantenho vocês informados sobre as próximas fases!
Vamos em frente...

"Primeiro Post": O que esperar de um e-learning?

Como as aventuras deste blog vão falar sobre e-learning, vou recapitular aqui um artigo que escrevi já faz algum tempo. Ai vai:


O que esperar de um e-learning?
Você já fez um curso online? Gostou dessa experiência, ou fez apenas por que a sua empresa lhe indicou? O curso era interativo, desafiador, agradável, ou somente lhe “desafiava” a clicar sobre o conhecido botão Avançar pra visualizar o próximo bloco de conceitos? Perguntas como estas podem ser traduzidas em uma só: O que você espera de um curso online?
Hoje em dia muitas instituições prestam serviços de educação online e produzem cursos com o intuito de tornar essa modalidade de educação o mais eficaz e o menos “fria” possível. No ramo acadêmico, por exemplo, a tutoria e o compartilhamento de informações por meio de fóruns, chats e até mesmo vídeo-aulas com a apresentação do professor, amenizam o distanciamento que um curso online, eventualmente, pode impor aos seus participantes. No mundo corporativo essa impressão pode ficar ainda mais latente, pois, na maioria das vezes, as organizações oferecem aos seus colaboradores o que chamamos de conteúdo auto-instrucional, onde o aluno interage somente com o conteúdo que vê na tela, e, no final, é submetido a uma avaliação de múltipla escolha para testar os conhecimentos que acabara de visualizar. Tendo em vista esse cenário, me proponho a fazer o seguinte questionamento: O que um colaborador espera de um curso online Auto-Instrucional? Recursos didáticos e motivacionais como: metáforas, games, histórias lúdicas, exercícios interativos, além de outras metodologias podem ser encontradas em um curso deste tipo, porém, muitas vezes, a aplicação dessas técnicas não considera variações fundamentais que envolvem o principal foco de um treinamento: o seu público.
Vamos pensar em um curso voltado para a força de vendas de uma determinada companhia: geralmente os vendedores são sujeitos extremamente ocupados, que raramente tem tempo de sentar frente a um computador, sendo assim, ao propor uma solução de ensino online para este público, não seria razoável que esse conteúdo estivesse recheado de interações, cliques e textos extensos, e que exigisse mais de duas horas de dedicação. O público deste segmento procura agilidade e praticidade, o mobile e-learning, por exemplo, pode ser uma ótima saída, para que sejam propostas ferramentas que exercitam a prática, tais como quiz e games interativos. Ferramentas como estas, além de exercitar o aprendizado, suportam o desempenho de um profissional de vendas.
O exemplo acima não anula a eficácia de técnicas como metáforas, diálogos e exemplos lúdicos, apenas reforça que um treinamento online deve levar em consideração o público que vai executá-lo e também ter um objetivo pedagógico muito bem traçado. Por exemplo: se pensarmos em um contexto onde o objetivo do curso é sensibilizar os colaboradores sobre a aplicação dos valores da empresa em seu dia-a-dia, ou chamar a atenção sobre as questões ambientais e o crescimento sustentável, a utilização de exemplos lúdicos, diálogos entre personagens e metáforas são mais do que bem-vindas.
Além das características do público-alvo, assim como as condições que o envolvem, é preciso entender (ou se arriscar a fazer isso) o modelo mental das pessoas que irão receber esse treinamento. Considero, inclusive, que esse seja o maior desafio de quem trabalha com o ensino massificado, pois cada ser humano possui uma maneira de construir o seu conhecimento, ou seja, alguns assimilam o conteúdo com uma boa leitura, outros necessitam do apoio de imagens, vídeos e ilustrações, e tem aqueles também que só aprender na prática.
Como saber qual é o melhor formato para cada público? Esta não é uma resposta fácil de conseguir, porém, se as empresas começarem a dedicar mais esforços para pesquisar as características dos seus colaboradores, seus hobbies e gostos pessoais, poderão utilizar essas informações para quebrar alguns paradigmas e fazer com que os treinamentos online sejam mais do que uma simples tarefa para os seus colaboradores.
Por que não utilizar os recursos de um console de vídeo-game como ferramenta de ensino online nas organizações? Esse talvez seja o tema de um próximo artigo.

Boas vindas!!!

Olá, pessoal!

Nasce hoje (16/06/2011), o super herói do e-learning, um espaço que resolvi criar para compartilhar com todos as experiências tão experientes que a minha profissão, Designer Educacional, proporciona. Para que vocês tenham uma ideia, desde 2005, ano que iniciei os meus trabalhos nesta área, já tive aventuras como: médico, fabricante de pneus, bancário, consultor de moda (essa eu não curti muito, mas vale o registro), vendedor de produtos de limpeza, consultor de sistemas, além de uma série de outras situações. Por este motivo, resolvi batizar esse espaço como "Super Herói do E-learning", pois encaro cada projeto como uma aventura!
Aproveitem e fiquem a vontade para comentar, sugerir e criticar!

Abraços,