Fala galera,
Estou aqui mais uma vez para escrever sobre essa área tão apaixonante que é a E-learning. Se batizei esse espaço de super herói do e-learning, não foi por acaso, pois nós, que trabalhamos nessa área, precisamos, sim, ter muitos poderes para alcançar o sucesso dos nossos projetos, sejamos nós fornecedores ou clientes. Pois bem, e é exatamente pensando na eficácia dos projetos de e-learning que quero utilizar esse espaço para fazer um alerta: O e-learning é muito mais do que um curso bem produzido!
Quando iniciei minha faculdade de tecnólogia em Processamento de Dados, lá em 2002 (lá se vão nove anos!!!), confesso que nunca tinha ouvido falar de e-learning, tão pouco tinha ideia de como era desenvolvido um projeto desta natureza. Aliás, tive o primeiro contato com esse tipo de tecnologia ao ver meu irmão, que trabalha em um banco, fazendo esses treinamentos em casa. Na minha cabeça, eu achava que tinha um webdesigner lá na área de TI do banco que montava esses cursos, disponibilizava em um site para os funcionários e isso era tudo. O tempo passou, conheci o e-learning através do meu projeto de graduação e após atuar na área por algum tempo comecei a descobrir um mercado amplo, com empresas especializadas em desenvolvimento de conteúdos online voltado para a educação, sistemas robustos, ferramentas de autoria e uma gama de profissionais envolvidos para fazer essa "engrenagem" funcionar, seja no papel de fornecedor, seja no papel de cliente. Foi aí que comecei a perceber que eu, no papel de Design Educacional era apenas parte de uma equipe com profissionais dos mais variados segmentos de atuação, responsáveis pelo sucesso do e-learning nas organizações.
Para alcançar o sucesso em sua iniciativa de e-learning, uma organização precisa muito mais do que um fornecedor competente, capaz de lhe fornecer conteúdos brilhantes, com animações rebuscadas e estratégias pedagógicas mirabolantes. É preciso ter uma estrutura, uma equipe preparada e um processo bem definido, alinhado a um projeto de Gestão Estratégica do Conhecimento, conforme citei no post anterior. Dependendo do contexto e da necessidade da organização, muitas vezes é preciso criar um departamento de e-learning. Isso mesmo, um departamento! Nesses seis anos que atuo na área já vi muitos projetos com potenciais sensacionais irem por água abaixo justamente por que as empresas não trataram o e-learning como prioritário e não se prepararam adequadamente para executar um projeto dessa envergadura, caindo na ilusão de que o seu fornecedor seria a solução para todos os seus problemas, como se ele fosse o gênio da lâmpada mágica que, além de lhe oferecer cursos maravilhosos e um sistema de gestão de aprendizagem eficaz, seria o único responsável por garantir a aderência do público, a satisfação do mesmo e, principalmente, o alinhamento de todo o projeto com a estratégia da organização. Experiências como estas, apenas comprovam que o e-learning é muito mais do que um curso bem produzido!Se você é fornecedor, como eu, não se limite a ser um "entregador de cursos, sistemas ou serviços", atue como consultor e ajude o seu cliente a integrar o e-learning a sua estrategia. Se você atua na linha de frente da implantação de um projeto de e-learning, não deixe que o seu projeto represente apenas a disponibilização de bons cursos em um sistema com uma gestão eficiente. Procure integrar a estratégia do e-learning a um contexto maior, onde ela faça parte de todo o contexto de gestão de conhecimento na sua organização. É um trabalho árduo, que exige comprovar, muitas vezes em números (que é o que a chefia quer ver), algo intangível (o conhecimento).
Até a próxima!


